Na última quinta-feira (16), o curso de Psicologia da Faculdade Independente do Nordeste (FAINOR) promoveu uma roda de conversa na Biblioteca da instituição para discutir a atuação do psicólogo no contexto das relações étnico-raciais, com foco em experiências práticas da profissão.

O encontro foi mediado pela professora doutora Rejane Cunha Freitas e contou com a participação das psicólogas Júlia Lima Brito e Esly Rebeca Firmino, que compartilharam vivências e reflexões sobre os desafios e possibilidades da atuação profissional diante das questões raciais. Mais do que um debate teórico, a atividade abriu espaço para pensar a prática da psicologia em uma sociedade marcada por desigualdades históricas. 

As relações étnico-raciais atravessam o cotidiano e impactam diretamente à saúde mental, o acesso a direitos e a forma como indivíduos se percebem e são percebidos socialmente. Nesse contexto, discutir o tema durante a formação acadêmica se torna essencial. A abordagem contribui para preparar futuros profissionais mais conscientes, capazes de reconhecer e enfrentar o racismo estrutural em suas diferentes manifestações, além de ampliar o repertório teórico e prático dos estudantes.

Para o gerente acadêmico da FAINOR, Wesley Valadares, o momento foi de aproximação entre teoria e realidade. “Esse foi um momento muito importante para o curso, porque nos permite trazer para perto dos estudantes discussões que fazem parte da realidade da atuação profissional. Falar sobre relações étnico-raciais a partir de experiências concretas amplia o olhar, provoca reflexão e fortalece uma formação mais sensível, ética e comprometida com as demandas da sociedade.”

A roda de conversa reforça o papel da psicologia como ferramenta de transformação social e evidencia a importância de formar profissionais da Psicologia preparados para atuar de forma crítica e responsável diante das questões étnico-raciais. Pois, mais do que um diferencial, compreender essas relações é um compromisso básico com uma realidade atravessada por questões raciais que não podem ser ignoradas.  

 

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