A proposta do fim da escala 6×1 reacende o debate sobre saúde mental e evidencia a importância da Psicologia em uma sociedade marcada pelo cansaço e pelo adoecimento. A Câmara dos Deputados aprovou, na noite da última quarta-feira (27), a Proposta de Emenda à Constituição que prevê a extinção desse modelo de jornada de trabalho. A medida, que ainda será analisada pelo Senado, ganha força em meio às discussões sobre bem-estar, sobretudo diante dos impactos que rotinas intensas podem causar na saúde emocional dos trabalhadores.

Uma rotina de trabalho no modelo 6×1 pode gerar impactos significativos na saúde mental, principalmente quando envolve jornadas longas e pouco tempo de descanso. Segundo o coordenador do curso de Psicologia da FAINOR, Weslley Valadares, “quando isso não acontece de forma adequada, é comum surgirem sintomas como irritabilidade, ansiedade, alterações no sono, cansaço constante e sensação de esgotamento.” A dificuldade de conciliar vida pessoal e profissional acaba comprometendo não apenas o bem-estar, mas também a qualidade de vida.

Esse cenário também está diretamente relacionado ao aumento de casos de Síndrome de Burnout. “A Síndrome de Burnout é um quadro de esgotamento físico e emocional relacionado ao contexto de trabalho. Ela é caracterizada por exaustão intensa, sensação de incapacidade, desmotivação e distanciamento afetivo das atividades profissionais”, explica o professor. Em uma sociedade marcada pela cobrança constante por produtividade, o sofrimento emocional deixa de ser exceção e passa a ser uma realidade cada vez mais comum.

Com a possível redução da jornada de trabalho, a expectativa é de uma melhora significativa no equilíbrio entre vida pessoal e profissional. Mais tempo para descanso, lazer e convivência social tende a refletir diretamente na saúde emocional e até na produtividade. O descanso, nesse contexto, deixa de ser visto como privilégio e passa a ser reconhecido como uma necessidade básica.

É nesse cenário que o papel do psicólogo se torna ainda mais essencial. O profissional atua não apenas no atendimento clínico, mas também no acolhimento e na escuta qualificada, ajudando as pessoas a compreenderem os impactos emocionais da sobrecarga do dia a dia. “Em um contexto em que o cansaço tem sido frequentemente naturalizado, o psicólogo ajuda a transformar o sofrimento silencioso em cuidado, elaboração e possibilidade de mudança”, destaca Weslley.

Os atendimentos em Psicologia oferecidos pela FAINOR reforçam esse compromisso com a comunidade. Ao proporcionar um espaço acessível de escuta e cuidado, a instituição contribui diretamente para a promoção da saúde mental, ao mesmo tempo em que forma profissionais preparados, éticos e sensíveis às demandas da sociedade. Em um momento de mudanças nas relações de trabalho, a atuação da FAINOR mostra como a Psicologia é fundamental para construir uma vida mais equilibrada e saudável. Para ter acesso ao atendimento no Núcleo de Psicologia, faça o seu cadastro aqui. 

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